Douglas Vieira atacante do Sanfrecce Hiroshima concedeu Domingo dia 28 de abril entrevista para a Nippon Football News, logo após o termino do jogo contra o Nagoya Grampus. Falou sobre o ínicio de sua carreira, sua passagem pelo Juventude e Náutico, sua chegada ao Japão, seu atual momento no Japão e expectativas para a temporada.
Início de carreira:
“Rapaz, foi um pouco complicado, foi uma luta bem grande... comecei lá trás no Macaé, fiquei pouco tempo no Macaé, fiquei pouco tempo! Joguei, se eu não me engano, foi campeonato júnior, daí logo subi para o profissional, joguei o estadual pro profissional também, dali eu sair fui para o sul, fiquei um bom tempo no sul e fui para Suécia e voltei e continuei no Sul. ”
Sobre o Juventude:
“Cara, primeiro eu cheguei no final de 2012, logo após de eu sair do São Luís ali, eu fui para lá... foi um pouco complicado porque eu cheguei com o Lisca, né... um treinador que eu gosto muito que me deu um salto na carreira e me levo e eu comecei a jogar e já logo tive uma lesão, no final do ano mesmo, estava jogando a copinha, eu tive uma lesão séria, eu fiquei entorno de cinco meses parado.... Então foi um pouco complicado para mim, sofri um pouquinho, mas logo em seguida, eu voltei na série D, o Juventude estava na série D na época, consegui jogar, voltei bem e conseguimos o acesso até naquele ano, em 2013 conseguimos o acesso muito importante, para o clube também que estava buscando aquela retomada para voltar ao cenário nacional, foi bom e dali eu conseguir dá uma sequência legal, mas no início para mim no Juventude foi um pouco complicado sim. ”
Sobre o ano de 2015 passagem pelo Juventude e Náutico:
“Eu joguei o estadual pelo Juventude, logo em seguida me transferir para o Náutico com o próprio Lisca, que era o treinador. Fiz uma boa Série B com o Náutico, tive algumas propostas do Flamengo, do Grêmio na época, então foi um ano muito bom sim... tanto que abriu as portas para mim aqui no Japão."
Frustação de não ter conseguido o acesso a divisão de elite pelo Náutico em 2015:
“Futebol é incrível, né rapaz! A gente fez uma baita temporada, chegou até liderar algumas rodadas e no final por uma infelicidade faltaram esses dois pontos, que a gente não conseguiu o acesso, mas é difícil falar assim, sabe? o que faltou... a gente fez o que a gente pode, as vezes a gente acaba pecando em alguns detalhes e as vezes as coisas não acontece como a gente quer, e isso acontece muito no futebol e foi aconteceu com a gente, infelizmente a gente lutou, mas não conseguimos o acesso."
Chegada ao Tokyo Verdy:
“Eu estava em fim de contrato, eu sair livre, né... porque estava bem em dezembro final de ano, terminou o meu contrato e daí eu estava livre naquela época...
Não passava pela minha cabeça ainda, cara.... Chegou assim da noite para o dia a proposta, eu estava em casa, eu estava até vendo uma situação para ir para outro clube do Brasil, e daí me ligaram uma noite com a proposta em mãos, sabe, e foi tempo de eu conversar com minha esposa, decidi e vim... e foi assim da noite para o dia, liguei para alguns amigos que já tiveram aqui também, para pegar algumas informações e decidimos assim da noite para o dia e resolvemos acreditar nesse desafio aí. ”
Sobre a atuação e carinho pelo Tokyo Verdy:
“Cara, eu tenho (sobre o carinho), foi um clube que fui muito bem acolhido pelo torcedor, até pelo grupo de jogadores, os torcedores até hoje mandam mensagens, então eu tenho um carinho especial sim, foi um clube que me marcou e com certeza vou estar sempre na torcida por eles...
Cara foram por dois anos seguidos (sobre ao quase acesso a J-League 1), no primeiro ano perdemos na semifinal, porque, como se classificam quatro nos play-off, a gente perdeu no primeiro jogo, no primeiro ano, “minto”, foi no segundo ano, aí no terceiro que foi ano passado, mudou o regulamento, no caso ao invés de ter dois jogos, tiveram três, aí a gente ganhou os dois primeiros jogos e fomos para o terceiro jogo e daí, infelizmente, não conseguiu o acesso. É frustrante, porque a gente lutou a temporada inteira em busca daquele objetivo, brigamos, fizemos uma grande campanha, fizemos uma baita campanha, mas infelizmente chegou na hora ali e faltou um pouquinho, então é complicado, mas para mim pessoalmente foi um bom ano, novamente... apareceram bastantes coisas, então para mim foi muito bom. ”
Sobre atual temporada:
“Cara, maravilhoso, foi bom demais! (Sobre o gol na vitória do Sanfrecce Hiroshima sobre o Daego FC, na AFC Champions League) porque é uma competição internacional, é uma competição muito boa porque nos dá a oportunidade de a gente jogar o Mundial... O clube aqui ta usando a metodologia de entrar com o clube misto na Champions, mas nesse jogo ele resolveu botar a equipe titular, como era um jogo em casa e então, ele resolveu colocar e eu tive a oportunidade e fui feliz de fazer o gol, graças a Deus e infelizmente não tive como dá sequência, porque logo em seguida tive a lesão, me machuquei, mas se Deus quiser, logo, logo estou de volta para dá sequência e brigar por essa classificação primeiramente, a gente precisa de um empate para classificar e dar sequência a competição ai, no nosso objetivo.”
Sobre a lesão:
“Ah cara, atrapalha um pouco, né... porque eu vinha tendo ritmo, estava tendo sequência, jogando seguidos, bem, fazendo gols, começando a ter uma sequência no time e infelizmente me machuquei... é torcer para que não atrapalhe muito, que eu consiga voltar bem e da sequência juntamente com meus companheiros”
Sobre a derrota contra o Nagoya e a perca de posições:
“Acho que abalar não, abalar não, acho que não é para isso ainda, a gente tem duas derrotas só no campeonato, dois jogos duros, dois jogos que tivemos a oportunidade de sair vencedor também, então não é para se abalar, a gente tem que manter a cabeça fria, ter muita sabedoria, pra pensar no jogo que é contra o Marinos em casa e buscar três pontos novamente e voltar a vencer e pontuar no campeonato ( Sanfrecce perdeu ontem 03/05 em casa por 1 a 0 e Douglas Vieira não jogou devido a lesão), ter bastante tranquilidade agora, trabalhar e seguir focado no nosso objetivo maior lá na frente... Rapaz, espero mas ainda não sei, não tem como te dar um feedback em relação a essa minha lesão.(ao ser questionado sobre a possibilidade de jogar contra o Marinos).”
Sobre a expectativas para a temporada:
“A gente até conversa lá... (no clube), esse ano a gente tem que ganhar título, o objetivo é conquistar um título esse ano! Claro a gente almeja conquistar tudo que disputa né, mas nem sempre as coisas saem como a gente quer, mas a gente vai está forte em todos campeonatos, justamente pensando em conquistar um título esse ano, a Champions, a J-League ou até mesmo a Copa do Imperador, tentar fazer o nosso melhor para conquistar algum título esse ano....
Cara, a J-League e a Champions, são dois títulos que é assim bem grandes, então seria bom, seria maravilhoso na real conquistar esses dois títulos.”
Agradecimentos:
WF Personalizados
Futpress Comunicação
Anderson Lopes fala exclusivamente com a equipe NFN.
Anderson Lopes atacante do Hokkaido Consadole Sapporo falou com a Nippon Football News na ultima quinta-feira dia 14/03.
A entrevista foi conduzida pelos integrantes Davi Ravel e Junior Kanzaki.
Davi Ravel: “Anderson, boa noite, muito obrigado por aceitar o nosso convite.
A primeira pergunta é saber como é para você está jogando em um país tão diferente, longe de seu país natal que é o Brasil? Embora você já jogou na Coreia do Sul e agora está no Japão. É diferente jogar em um pais estrangeiro do que um país onde você nasceu?”
Anderson Lopes: “Primeiramente boa noite, bom dia para vocês aí, é um prazer está participando.
É... Já estou um pouco mais acostumado com o futebol japonês, com o clima, no inicio foi um pouco difícil a adaptação, mas agora está tudo bem. Graças a Deus!”
Davi: ”E... como você conseguiu lidar com essas diferenças? você absolveu muito rapidamente, demorou um certo tempo, foi difícil para você ou até que conseguiu relevar de boa?”
Anderson: “Bom, no inicio foi difícil sim, foi muito difícil. Tive um pouco de dificuldade na adaptação, tive um pouco de dificuldade na comida, em tudo... leva um tempo, mas agora está tudo bem!”
Davi: “Então, Anderson. Agora indo em sua temporada, quais são as expectativas para a atual temporada?”
Anderson: “Eu vim para cá muito focado, vim para cá muito focado com objetivos grandes, o projeto do Sapporo esse ano é conseguir coisas grandes, isso me encantou na minha decisão de vim para cá e estou muito focado, meu início foi muito bom e espero manter o ritmo, manter o foco para conquistar coisas grandes e fazer história nesse clube.”
Davi: “Na rodada nesse final de semana, você foi o destaque da terceira rodada da J-League contra o Shimizu, você fez quatro gols em uma partida. Gostaria de saber como é fazer quatro gols em uma o partida e outra pergunta foi seu primeiro Hat-trick na carreira?”
Anderson: “Isso, isso, pô... foi um dia muito especial para mim, onde Deus me abençoou muito, pude fazer quatro gols em uma partida, pude jogar bem, a nossa equipe jogou muito bem também, não fiz quatro gols sozinho e foi meu primeiro Hat-trick mesmo, fiquei muito feliz nesse dia, estou feliz até hoje... ainda não caiu a ficha, olho os meus vídeos dos gols praticamente todos os dias, mas ainda continuo focado para que eu possa conseguir muito mais... É muito bom!”
Davi: “Além dessa rodada, na rodada anterior contra o Urawa Reds, você deu uma assistência, contribuindo para a vitória por 2 a 0, assistência para o gol do atacante Suzuki. Gostaria que você comentasse sobre esse início espetácular de temporada com cinco com marcados, um no amistoso da copa J-League, cinco gols e uma assistência, poderia comentar esse início?”
Anderson: “Como falei, né. Eu vim para cá muito focado, eu sair da Coreia com um ano não tão bom assim e vim para o Japão com fome de bola, com fome de gols, com fome de títulos, com fome de fazer história. Então cheguei aqui muito focado, né. Então estou muito feliz com meu início, aqui estou muito feliz porque a bola entrou no momento certo conseguir fazer quatro gols em uma partida, e num jogo difícil contra o Urawa consegui da uma assistência muito boa para nosso atacante aqui, o Suzuki, inclusive foi convocado hoje para a seleção, então estou muito feliz por ele também. É a gente tem que manter... manter os pés no chão para que a gente possa conquistar nossos objetivos.”
MOMENTO DESCONTRAÇÃO
Davi: “Um lance específico daquele partida contra o Shimizu rodou o mundo, tanto no Brasil, quanto no Japão... Gostaria de saber como foi o momento da queda no fosso, o que passou na sua cabeça... O que você pensou quando percebeu que era um fosso? Você desconhecia o estádio? E como você recebeu essa repercussão mundial que teve?”
Anderson: “Olha, primeiramente eu joguei já contra o Sapporo em 2017, com o Hiroshima aqui, só que eu não sabia de fosso nenhum, não sabia de nada, mas depois do meu segundo gol eu pulei e tomei um susto, como a gente que é jogador é um pouco ágil, né, aí consegui me equilibrar bem, cair com os dois pés, foi só um susto mesmo, nada aconteceu... ficou aquela tensão no estádio, cê vê como é que o torcedor japonês é, eles se preocuparam todos... comigo, mas foi só um susto mesmo, não aconteceu nada... fiquei muito feliz pela repercussão, as mensagens, todo mundo me mandando mensagem preocupados, meus amigos, minha família, mas depois que todo mundo viu que foi apenas susto, todo mundo começou a me zoar, aí repercutiu mundialmente, aí fiquei muito feliz com isso.”
Davi: “Anderson, voltando aqui para o Brasil, você passou por alguns clubes brasileiros, como atlético Paranaense, Avaí.... Gostaria de saber qual dos clubes brasileiros você passou, você tem melhor recordação?”
Anderson: “Sem dúvida o Avaí! Onde que eu fiquei três anos, tenho muito carinho pelo Atlético também que abriu as portas para mim, me recebeu muito bem, mas fica ai o carinho que tenho pelo Avaí, é um clube que abriu as portas para mim quando eu estava desacreditado por todo mundo, onde eu fui profissional, né.... onde eu conquistei um acesso, onde eu tive minha melhor meta de gols, que foi no Avaí, então fui muito feliz no Avaí, tenho muito carinho pelo Avaí, tenho muito carinho pelo Atlético, mas tô muito feliz aqui e prefiro ficar aqui por muito tempo...”
Davi: “Era a seguinte pergunta que eu iria fazer... Pretende voltar ao Brasil em curto prazo ou não tem uma previsão?”
Anderson: “Não...Não! Agora estou focado aqui, tenho contrato aqui de três anos, minha família ama o Japão, eu também amo o Japão, eu queria muito voltar ao Japão, consegui e pretendo ficar aqui mais um tempo bom.”
Davi: “A maioria dos jogadores tem o sonho de jogar na Europa... Você compartilha esse sonho, esse desejo?”
Anderson: “Claro... Claro! Todo jogador tem o sonho de jogar na Europa, na Espanha, na Inglaterra, na França ou qualquer outro lugar... Eu tenho esse sonho sim de jogar na Europa, mas como eu falei... estou muito focado aqui no Japão, eu amo o Japão e minha cabeça é totalmente aqui!”
Davi: “Você está se destacando muito, continuando assim, fazendo gols, dando assistências, é... mesmo que o futebol japonês em questão de seleção brasileira não é tão visibilizado, você tem uma expectativa ou sonho de vestir a camisa amarela?”
Anderson: “Olha... Eu acho que é o sonho de todo jogador... o jogador brasileiro é o sonho de jogar uma Copa do Mundo, ser convocado pela seleção, né.... isso é o sonho de qualquer criança hoje em dia ou antes... Então sonho sim, a última palavra é do Senhor, então eu vou continuar fazendo o meu trabalho aqui bem feito e o amanhã só pertence a Deus, só tenho que foca no meu trabalho, trabalhar bem, consegui meus objetivos e o amanhã só pertence a Deus.”
Davi: “No Sapporo tem outro brasileiro com você que é o Lucas Fernandes.... Gostaria de saber como que é a convivência de vocês dentro do clube, pelo fato de serem brasileiros são mais próximos, ou não tem isso...?
Anderson: “Não, não... Somos muito próximos sim... não conhecia o Lucas, a gente viajou juntos para cá, estamos bem entrosados, inclusive jogamos no mesmo lado, e fora de campo estamos muito entrosados , a gente sai para almoçar todos os dias, sai para jantar todos dias... então é um menino com o coração muito bom, está se adaptando muito bem aqui também, está jogando muito bem também, é eu tenho certeza que ele vai ter muito sucesso aqui também.”
Davi: “Tem uma pergunta do nosso integrante Eric que eu achei um pouco forte. A pergunta dele com as seguintes palavras dele Eu e a equipe estávamos pesquisando seu histórico e vimos que na sua época no Tombense de Minas Gerais foi um tanto estranha! Como funcionou lá? Você chegou já sabendo que seria emprestado para vários clubes?”
Anderson: “Eu não cheguei a jogar no Tombense, nunca fui para a Tombense!”
Davi: “Ah sim, você só teve o contrato assinado ou não, nem isso..?”
Anderson: “Só tive contrato assinado, nunca cheguei à vestir a camisa da Tombense.”
Davi: “Isso gerou alguma mágoa em você por não ter vestido a camisa da Tombense e ter contrato com eles e outra pergunta, você tem magoa de algum clube que passou por não ter tantas oportunidades?”
Anderson: “Não, não... não tenho mágoa de nenhum clube, nem mágoa da Tombense, inclusive tenho contrato com a Tombense até hoje, o Eduardo que é o dono da Tombense me ajuda muito até hoje , então não tenho mágoa de ninguém, não tenho rancor de ninguém, só tenho que seguir minha vida feliz, junto com minha família e fazer o meu trabalho bem.”
Davi: “O futebol japonês é desvalorizado no Brasil... Você ver isso que o futebol japonês é desvalorizado no Brasil?”
Anderson: “Eu acredito que hoje não. Hoje não vejo o futebol japonês desvalorizado, ate porque grande jogadores jogam no futebol aqui, tanto é que o Iniesta veio para cá, David Villa, Fernando Torres, Poldoski, Jô... São jogadores de nome e estão jogando a J-League, acredito que é um campeonato muito disputado, muito difícil e todos veio para cá sabendo disso, né... e acredito que não seja um campeonato de nível baixo.”
Davi: “Anderson, você tem na carreira algum gol que você tem assim, como o gol da sua carreira, um gol que tu marcou, e guardou em você, um gol importante para você?”
Anderson: “Um gol que me marcou bastante, foi contra o Figueirense, na ressacada, aquele gol, um golaço que eu fiz, aquele gol até hoje os torcedores lembram, porque é um Clássico, foi um jogo muito difícil, mas não tem só esse gol, tem outros gols também, o gol que fiz no último minuto no Seoul contra o Suwon, ano passado, que foi um gol muito importante também, que foi até comparada com o do Adriano Imperador, então, tem vários outros também, mas vou ficar com esses dois aí.”
Davi: “Agora é quase semelhante a minha pergunta, mas qual o jogo mais importante até aqui da sua carreira?”
Anderson: “Bom, jogo importante... todos os jogos para mim são importantes, não escolho um jogo importante .... não cheguei a disputar uma final ainda, mas acredito que da minha carreira todos os jogos para mim são importantes.”
Davi: “Outra pergunta é sobre a temporada, até onde você acha que o Consadole Sapporo pode chegar? Um título, uma vaga para a liga dos campeões da Ásia, ate onde você acha que ess3 time do Consadole Sapporo pode chegar?”
Anderson: “Olha, acredito que a nossa equipe vai brigar por coisas grandes. Não sei se vamos ser campeão, não sei se vamos pra Champion da Ásia, mas acredito que nossa equipe tá muito bem preparada, muito bem motivada, muito bem focada para conquistar coisas grandes esse ano.”
Davi: “Anderson, você já jogou no Japão, como você falou, em Hiroshima e agora você está em Hokkaido, regiões totalmente diferente, qual são as diferencia entre uma da outra? Qual foi mais fácil se adaptar?”
Anderson: “Não tive tanta dificuldade de adaptação agora na minha segunda passagem aqui, porque já conhecia o Japão, já conheço a cabeça do japonês, já conheço os treinamentos, o jeito que eles pensam, então já cheguei um pouco mais no time... A diferença é que a cidade aqui é muito frio, é muito frio mesmo e Hiroshima é mais tranquilo, essa é a única diferença, porque em questão de nível de cidade, são duas cidades muito.... muito boa de se conviver, muito boa de se morar e eu estou gostando de mais.”
Davi: “O futebol asiático já tem uma tradição de ser um futebol tático e disciplinado, já o futebol brasileiro habilidoso e técnico, para você sua ida, quando você saio do Brasil para a Ásia, foi difícil adaptar ao futebol ou fácil devido a individualidade?
Anderson: “O que eu senti de diferente do futebol brasileiro do japonês é a questão da velocidade, eles são muito rápidos, o japonês é muito rapido, quando a gente da um drible por exemplo, eles recuperam muito mais rápido que o brasileiro. Então, nesse início aqui para mim no Hiroshima foi mais difícil nessa situação... Os treinos são puxados no inicio e lá no Hiroshima se treina dois turnos, tive um pouco de dificuldade nessa adaptação aí.”
Davi: “Anderson, o próximo jogo agora será contra a equipe do Kashima Antlers. O que você espeta desse jogo?”
Anderson: “Espero que nossa equipe entre com mesmo espírito, que a gente entre com otimismo, fazendo uma boa partida, jogar o nosso futebol, para a gente conquistar mais uma Vitória que é dentro de casa diante do nosso torcedor.”
Davi: “Anderson, sua família mora com você no Japão.... Gostaria de saber como eles convivem aí, se é difícil para eles ou eles gostam bastante do Japão...?”
Anderson: “Não... não. Muito pelo contrário, minha família ama o Japão, como eu tinha dito, minha família ama o Japão, queria muito voltar para o Japão, minha esposa está muito feliz, meus filhos também, eles são muito bem tratados, muito bem cuidado na creche, meu filho de três anos, minha filha de doze também é muito bem cuidada na escola, então com certeza eles vão amar esse lugar aqui. “
Davi: “Tem uma pergunta aqui sobre Qual foi seu pior momento na carreira... Eu sei que em 2015 no Avaí você teve uma lesão muscular que te deixou fora por dois meses... esse foi seu pior momento na carreira ou teve algum que superou esse?”
Anderson: “Não, não... acho que lesão a gente está disposto a ter toda hora no treino, no jogo, né.... Acho que o pior momento da minha carreira foi quando a gente caíu em 2015 com o Avaí para a série B. Isso me deixou muito triste, foi um baque pra mim não só para mim, mas para todo torcedor que estava confiante, para toda comissão técnica, para diretoria... Então o pior momento da minha carreira foi esse.
Davi: “Futuramente, você tem pretensão em voltar a camisa do Avaí? Voltar a fazer o Avaí disputar o campeonato catarinense, copa do Brasil, disputar uma primeira divisão brasileira com o Avaí?”
Anderson: “Claro! Eu penso sim em vestir a camisa do Avaí novamente, recebo mensagem de muitos torcedores do Avaí pedindo minha volta, mas como eu falei antes tô muito feliz aqui, tenho contrato aqui, quero fazer história nesse clube aqui e quem sabe no futuro próximo voltar a vestir a camisa do Leão.”
Júnior Kanzaki: “Fala, Anderson, tudo bem?
Sou o Júnior Kanzaki, integrante e criador da Nippon Football News e eu gostaria de saber em relação a comunicação, se é difícil, se é complicada, se você se interessou em aprender a língua ou se usa intérprete ou algo do tipo?”
Anderson: “Fala Júnior, tudo bem meu amigo, prazer em falar com você, a comunicação hoje é tranquila, né... quando eu converso com japoneses é tranquilo, eu falo um pouco, tenho um pouco de noção, quando não entende uso a mímica, uso um pouquinho do Inglês e se nada dá certo chamo o tradutor, aí se resolve logo tudo...”
Júnior: “Em relação aos seus companheiros e comissão técnica, você já tem afinidade com eles, se você já tem alguma amizade com eles, o que você pode falar para nós sobre isso?”
Anderson: “Pô cara, falar dos meus companheiros é fácil, cara, falar principalmente do japonês, assim... me acolheram, fui muito bem recebido pelo o grupo, pelo nosso capitão,pela comissão técnica que tem brasileiros também, o Bruno Quadros auxiliar, tem o Celso fisioterapeuta, tem o tradutor Ulis, Pô, os caras chegaram, me acolheram mesmo, me deram mol força quando cheguei aqui. E aí eu me sinto em casa.”
Júnior: “Essa próxima pergunta agora é sobre a cultura! O que você acha dela... é muito diferente... Você acha ela muito diferente? E o que você acha dessas regras impostas pelo governo, se você obedece, se acha ruim... complicado.... Como é esse choque cultural entre Brasil e Japão? O que você pode falar para nós?”
Anderson: “Sobre a cultura, é totalmente diferente do Brasil, nas questão da educação, do jeito de pensar do japonês, a paciência, é tudo diferente. Se você sai do Brasil pela primeira vez e vem para o Japão jogar com o pensamento de colocar o costume do Brasil no Japão, não dá certo você não consegue, você tem que entrar na cultura deles, você tem que obedecer às regras, que isso é o mais importante para o japoneses, ser respeitoso, respeitar as regras que isso faz muita diferença para eles.”
Júnior: “E também sobre o futebol asiático, a gente sabe que você também jogou na Coreia do Sul, gostaria de saber que você falasse sobre a principal diferencia entre Japão e a Coreia do Sul, se tem tanta diferença entre os campeonatos, fórmula de disputa, ou então até mesmo ambiente de imersão de onde você está, em questão de jogo mesmo se é mais duro, mais complicado, o tipo de marcação, o que você pode falar para nós?”
Anderson: “Meu amigo, tem muita diferença entre Japão e Coreia, muito diferença mesmo... só você tando trocando para você ver a diferenças, né... por exemplo, se um brasileiro sai pra jogar do Brasil para a Coreia direto, talvez se adapte, goste... goste da cultura, goste dos costumes deles. Comigo foi diferente eu saí do Brasil, fui para o Japão, me acostumei com o costume, com a cultura japonesa, com tudo e fui para a Coreia, né... sentir totalmente a diferença, o jeito de pensar do coreano, o jeito de pensar do japonês, é muito diferente, o japonês é muito mais acolhedor, muito mais parceiro, amigo, se preocupa mais com você, com sua família, né... E o coreano não tem já esse apego, esse afeto com a família, né... E Sobre o futebol, também é totalmente diferente, o futebol japonês é muito mais técnico, e muito mais qualidade e o futebol coreano é muito mais força física. Então, né... Não gostei do futebol coreano, não consegui me adaptar bem ao futebol coreano e pretendo nunca mais voltar para lá (risos).”
Junior: “E minha última pergunta é sobre o tipo futebol, alguém te inspirou a jogar futebol, alguém é da sua posição, ou então se não é.. quem acompanhava?”
Anderson: “Pô meu amigo, comecei a jogar muito novo, né... Acho que dez anos, dez a onze anos já estava na escolinha do Sport, né... E quando pequeno, nos treze, quatorze anos, eu era muito fã do Robinho, quando eu era novo, entao cresci vendo um pouco Robinho, Ronaldo Fenômeno, entao é isso aí meu mano, eu que agradeço pela oportunidade de está falando com vocês e participando valeu, muito obrigado, tamo juntos e Deus abençoe”
Agradecimentos:
AV Assessoria
Clínica Pró Vida
WF Personalizados
A entrevista foi conduzida pelos integrantes Davi Ravel e Junior Kanzaki.
Davi Ravel: “Anderson, boa noite, muito obrigado por aceitar o nosso convite.
A primeira pergunta é saber como é para você está jogando em um país tão diferente, longe de seu país natal que é o Brasil? Embora você já jogou na Coreia do Sul e agora está no Japão. É diferente jogar em um pais estrangeiro do que um país onde você nasceu?”
Anderson Lopes: “Primeiramente boa noite, bom dia para vocês aí, é um prazer está participando.
É... Já estou um pouco mais acostumado com o futebol japonês, com o clima, no inicio foi um pouco difícil a adaptação, mas agora está tudo bem. Graças a Deus!”
Davi: ”E... como você conseguiu lidar com essas diferenças? você absolveu muito rapidamente, demorou um certo tempo, foi difícil para você ou até que conseguiu relevar de boa?”
Anderson: “Bom, no inicio foi difícil sim, foi muito difícil. Tive um pouco de dificuldade na adaptação, tive um pouco de dificuldade na comida, em tudo... leva um tempo, mas agora está tudo bem!”
Davi: “Então, Anderson. Agora indo em sua temporada, quais são as expectativas para a atual temporada?”
Anderson: “Eu vim para cá muito focado, vim para cá muito focado com objetivos grandes, o projeto do Sapporo esse ano é conseguir coisas grandes, isso me encantou na minha decisão de vim para cá e estou muito focado, meu início foi muito bom e espero manter o ritmo, manter o foco para conquistar coisas grandes e fazer história nesse clube.”
Davi: “Na rodada nesse final de semana, você foi o destaque da terceira rodada da J-League contra o Shimizu, você fez quatro gols em uma partida. Gostaria de saber como é fazer quatro gols em uma o partida e outra pergunta foi seu primeiro Hat-trick na carreira?”
Anderson: “Isso, isso, pô... foi um dia muito especial para mim, onde Deus me abençoou muito, pude fazer quatro gols em uma partida, pude jogar bem, a nossa equipe jogou muito bem também, não fiz quatro gols sozinho e foi meu primeiro Hat-trick mesmo, fiquei muito feliz nesse dia, estou feliz até hoje... ainda não caiu a ficha, olho os meus vídeos dos gols praticamente todos os dias, mas ainda continuo focado para que eu possa conseguir muito mais... É muito bom!”
Davi: “Além dessa rodada, na rodada anterior contra o Urawa Reds, você deu uma assistência, contribuindo para a vitória por 2 a 0, assistência para o gol do atacante Suzuki. Gostaria que você comentasse sobre esse início espetácular de temporada com cinco com marcados, um no amistoso da copa J-League, cinco gols e uma assistência, poderia comentar esse início?”
Anderson: “Como falei, né. Eu vim para cá muito focado, eu sair da Coreia com um ano não tão bom assim e vim para o Japão com fome de bola, com fome de gols, com fome de títulos, com fome de fazer história. Então cheguei aqui muito focado, né. Então estou muito feliz com meu início, aqui estou muito feliz porque a bola entrou no momento certo conseguir fazer quatro gols em uma partida, e num jogo difícil contra o Urawa consegui da uma assistência muito boa para nosso atacante aqui, o Suzuki, inclusive foi convocado hoje para a seleção, então estou muito feliz por ele também. É a gente tem que manter... manter os pés no chão para que a gente possa conquistar nossos objetivos.”
MOMENTO DESCONTRAÇÃO
Davi: “Um lance específico daquele partida contra o Shimizu rodou o mundo, tanto no Brasil, quanto no Japão... Gostaria de saber como foi o momento da queda no fosso, o que passou na sua cabeça... O que você pensou quando percebeu que era um fosso? Você desconhecia o estádio? E como você recebeu essa repercussão mundial que teve?”
Anderson: “Olha, primeiramente eu joguei já contra o Sapporo em 2017, com o Hiroshima aqui, só que eu não sabia de fosso nenhum, não sabia de nada, mas depois do meu segundo gol eu pulei e tomei um susto, como a gente que é jogador é um pouco ágil, né, aí consegui me equilibrar bem, cair com os dois pés, foi só um susto mesmo, nada aconteceu... ficou aquela tensão no estádio, cê vê como é que o torcedor japonês é, eles se preocuparam todos... comigo, mas foi só um susto mesmo, não aconteceu nada... fiquei muito feliz pela repercussão, as mensagens, todo mundo me mandando mensagem preocupados, meus amigos, minha família, mas depois que todo mundo viu que foi apenas susto, todo mundo começou a me zoar, aí repercutiu mundialmente, aí fiquei muito feliz com isso.”
Davi: “Anderson, voltando aqui para o Brasil, você passou por alguns clubes brasileiros, como atlético Paranaense, Avaí.... Gostaria de saber qual dos clubes brasileiros você passou, você tem melhor recordação?”
Anderson: “Sem dúvida o Avaí! Onde que eu fiquei três anos, tenho muito carinho pelo Atlético também que abriu as portas para mim, me recebeu muito bem, mas fica ai o carinho que tenho pelo Avaí, é um clube que abriu as portas para mim quando eu estava desacreditado por todo mundo, onde eu fui profissional, né.... onde eu conquistei um acesso, onde eu tive minha melhor meta de gols, que foi no Avaí, então fui muito feliz no Avaí, tenho muito carinho pelo Avaí, tenho muito carinho pelo Atlético, mas tô muito feliz aqui e prefiro ficar aqui por muito tempo...”
Davi: “Era a seguinte pergunta que eu iria fazer... Pretende voltar ao Brasil em curto prazo ou não tem uma previsão?”
Anderson: “Não...Não! Agora estou focado aqui, tenho contrato aqui de três anos, minha família ama o Japão, eu também amo o Japão, eu queria muito voltar ao Japão, consegui e pretendo ficar aqui mais um tempo bom.”
Davi: “A maioria dos jogadores tem o sonho de jogar na Europa... Você compartilha esse sonho, esse desejo?”
Anderson: “Claro... Claro! Todo jogador tem o sonho de jogar na Europa, na Espanha, na Inglaterra, na França ou qualquer outro lugar... Eu tenho esse sonho sim de jogar na Europa, mas como eu falei... estou muito focado aqui no Japão, eu amo o Japão e minha cabeça é totalmente aqui!”
Davi: “Você está se destacando muito, continuando assim, fazendo gols, dando assistências, é... mesmo que o futebol japonês em questão de seleção brasileira não é tão visibilizado, você tem uma expectativa ou sonho de vestir a camisa amarela?”
Anderson: “Olha... Eu acho que é o sonho de todo jogador... o jogador brasileiro é o sonho de jogar uma Copa do Mundo, ser convocado pela seleção, né.... isso é o sonho de qualquer criança hoje em dia ou antes... Então sonho sim, a última palavra é do Senhor, então eu vou continuar fazendo o meu trabalho aqui bem feito e o amanhã só pertence a Deus, só tenho que foca no meu trabalho, trabalhar bem, consegui meus objetivos e o amanhã só pertence a Deus.”
Davi: “No Sapporo tem outro brasileiro com você que é o Lucas Fernandes.... Gostaria de saber como que é a convivência de vocês dentro do clube, pelo fato de serem brasileiros são mais próximos, ou não tem isso...?
Anderson: “Não, não... Somos muito próximos sim... não conhecia o Lucas, a gente viajou juntos para cá, estamos bem entrosados, inclusive jogamos no mesmo lado, e fora de campo estamos muito entrosados , a gente sai para almoçar todos os dias, sai para jantar todos dias... então é um menino com o coração muito bom, está se adaptando muito bem aqui também, está jogando muito bem também, é eu tenho certeza que ele vai ter muito sucesso aqui também.”
Davi: “Tem uma pergunta do nosso integrante Eric que eu achei um pouco forte. A pergunta dele com as seguintes palavras dele Eu e a equipe estávamos pesquisando seu histórico e vimos que na sua época no Tombense de Minas Gerais foi um tanto estranha! Como funcionou lá? Você chegou já sabendo que seria emprestado para vários clubes?”
Anderson: “Eu não cheguei a jogar no Tombense, nunca fui para a Tombense!”
Davi: “Ah sim, você só teve o contrato assinado ou não, nem isso..?”
Anderson: “Só tive contrato assinado, nunca cheguei à vestir a camisa da Tombense.”
Davi: “Isso gerou alguma mágoa em você por não ter vestido a camisa da Tombense e ter contrato com eles e outra pergunta, você tem magoa de algum clube que passou por não ter tantas oportunidades?”
Anderson: “Não, não... não tenho mágoa de nenhum clube, nem mágoa da Tombense, inclusive tenho contrato com a Tombense até hoje, o Eduardo que é o dono da Tombense me ajuda muito até hoje , então não tenho mágoa de ninguém, não tenho rancor de ninguém, só tenho que seguir minha vida feliz, junto com minha família e fazer o meu trabalho bem.”
Davi: “O futebol japonês é desvalorizado no Brasil... Você ver isso que o futebol japonês é desvalorizado no Brasil?”
Anderson: “Eu acredito que hoje não. Hoje não vejo o futebol japonês desvalorizado, ate porque grande jogadores jogam no futebol aqui, tanto é que o Iniesta veio para cá, David Villa, Fernando Torres, Poldoski, Jô... São jogadores de nome e estão jogando a J-League, acredito que é um campeonato muito disputado, muito difícil e todos veio para cá sabendo disso, né... e acredito que não seja um campeonato de nível baixo.”
Davi: “Anderson, você tem na carreira algum gol que você tem assim, como o gol da sua carreira, um gol que tu marcou, e guardou em você, um gol importante para você?”
Anderson: “Um gol que me marcou bastante, foi contra o Figueirense, na ressacada, aquele gol, um golaço que eu fiz, aquele gol até hoje os torcedores lembram, porque é um Clássico, foi um jogo muito difícil, mas não tem só esse gol, tem outros gols também, o gol que fiz no último minuto no Seoul contra o Suwon, ano passado, que foi um gol muito importante também, que foi até comparada com o do Adriano Imperador, então, tem vários outros também, mas vou ficar com esses dois aí.”
Davi: “Agora é quase semelhante a minha pergunta, mas qual o jogo mais importante até aqui da sua carreira?”
Anderson: “Bom, jogo importante... todos os jogos para mim são importantes, não escolho um jogo importante .... não cheguei a disputar uma final ainda, mas acredito que da minha carreira todos os jogos para mim são importantes.”
Davi: “Outra pergunta é sobre a temporada, até onde você acha que o Consadole Sapporo pode chegar? Um título, uma vaga para a liga dos campeões da Ásia, ate onde você acha que ess3 time do Consadole Sapporo pode chegar?”
Anderson: “Olha, acredito que a nossa equipe vai brigar por coisas grandes. Não sei se vamos ser campeão, não sei se vamos pra Champion da Ásia, mas acredito que nossa equipe tá muito bem preparada, muito bem motivada, muito bem focada para conquistar coisas grandes esse ano.”
Davi: “Anderson, você já jogou no Japão, como você falou, em Hiroshima e agora você está em Hokkaido, regiões totalmente diferente, qual são as diferencia entre uma da outra? Qual foi mais fácil se adaptar?”
Anderson: “Não tive tanta dificuldade de adaptação agora na minha segunda passagem aqui, porque já conhecia o Japão, já conheço a cabeça do japonês, já conheço os treinamentos, o jeito que eles pensam, então já cheguei um pouco mais no time... A diferença é que a cidade aqui é muito frio, é muito frio mesmo e Hiroshima é mais tranquilo, essa é a única diferença, porque em questão de nível de cidade, são duas cidades muito.... muito boa de se conviver, muito boa de se morar e eu estou gostando de mais.”
Davi: “O futebol asiático já tem uma tradição de ser um futebol tático e disciplinado, já o futebol brasileiro habilidoso e técnico, para você sua ida, quando você saio do Brasil para a Ásia, foi difícil adaptar ao futebol ou fácil devido a individualidade?
Anderson: “O que eu senti de diferente do futebol brasileiro do japonês é a questão da velocidade, eles são muito rápidos, o japonês é muito rapido, quando a gente da um drible por exemplo, eles recuperam muito mais rápido que o brasileiro. Então, nesse início aqui para mim no Hiroshima foi mais difícil nessa situação... Os treinos são puxados no inicio e lá no Hiroshima se treina dois turnos, tive um pouco de dificuldade nessa adaptação aí.”
Davi: “Anderson, o próximo jogo agora será contra a equipe do Kashima Antlers. O que você espeta desse jogo?”
Anderson: “Espero que nossa equipe entre com mesmo espírito, que a gente entre com otimismo, fazendo uma boa partida, jogar o nosso futebol, para a gente conquistar mais uma Vitória que é dentro de casa diante do nosso torcedor.”
Davi: “Anderson, sua família mora com você no Japão.... Gostaria de saber como eles convivem aí, se é difícil para eles ou eles gostam bastante do Japão...?”
Anderson: “Não... não. Muito pelo contrário, minha família ama o Japão, como eu tinha dito, minha família ama o Japão, queria muito voltar para o Japão, minha esposa está muito feliz, meus filhos também, eles são muito bem tratados, muito bem cuidado na creche, meu filho de três anos, minha filha de doze também é muito bem cuidada na escola, então com certeza eles vão amar esse lugar aqui. “
Davi: “Tem uma pergunta aqui sobre Qual foi seu pior momento na carreira... Eu sei que em 2015 no Avaí você teve uma lesão muscular que te deixou fora por dois meses... esse foi seu pior momento na carreira ou teve algum que superou esse?”
Anderson: “Não, não... acho que lesão a gente está disposto a ter toda hora no treino, no jogo, né.... Acho que o pior momento da minha carreira foi quando a gente caíu em 2015 com o Avaí para a série B. Isso me deixou muito triste, foi um baque pra mim não só para mim, mas para todo torcedor que estava confiante, para toda comissão técnica, para diretoria... Então o pior momento da minha carreira foi esse.
Davi: “Futuramente, você tem pretensão em voltar a camisa do Avaí? Voltar a fazer o Avaí disputar o campeonato catarinense, copa do Brasil, disputar uma primeira divisão brasileira com o Avaí?”
Anderson: “Claro! Eu penso sim em vestir a camisa do Avaí novamente, recebo mensagem de muitos torcedores do Avaí pedindo minha volta, mas como eu falei antes tô muito feliz aqui, tenho contrato aqui, quero fazer história nesse clube aqui e quem sabe no futuro próximo voltar a vestir a camisa do Leão.”
Júnior Kanzaki: “Fala, Anderson, tudo bem?
Sou o Júnior Kanzaki, integrante e criador da Nippon Football News e eu gostaria de saber em relação a comunicação, se é difícil, se é complicada, se você se interessou em aprender a língua ou se usa intérprete ou algo do tipo?”
Anderson: “Fala Júnior, tudo bem meu amigo, prazer em falar com você, a comunicação hoje é tranquila, né... quando eu converso com japoneses é tranquilo, eu falo um pouco, tenho um pouco de noção, quando não entende uso a mímica, uso um pouquinho do Inglês e se nada dá certo chamo o tradutor, aí se resolve logo tudo...”
Júnior: “Em relação aos seus companheiros e comissão técnica, você já tem afinidade com eles, se você já tem alguma amizade com eles, o que você pode falar para nós sobre isso?”
Anderson: “Pô cara, falar dos meus companheiros é fácil, cara, falar principalmente do japonês, assim... me acolheram, fui muito bem recebido pelo o grupo, pelo nosso capitão,pela comissão técnica que tem brasileiros também, o Bruno Quadros auxiliar, tem o Celso fisioterapeuta, tem o tradutor Ulis, Pô, os caras chegaram, me acolheram mesmo, me deram mol força quando cheguei aqui. E aí eu me sinto em casa.”
Júnior: “Essa próxima pergunta agora é sobre a cultura! O que você acha dela... é muito diferente... Você acha ela muito diferente? E o que você acha dessas regras impostas pelo governo, se você obedece, se acha ruim... complicado.... Como é esse choque cultural entre Brasil e Japão? O que você pode falar para nós?”
Anderson: “Sobre a cultura, é totalmente diferente do Brasil, nas questão da educação, do jeito de pensar do japonês, a paciência, é tudo diferente. Se você sai do Brasil pela primeira vez e vem para o Japão jogar com o pensamento de colocar o costume do Brasil no Japão, não dá certo você não consegue, você tem que entrar na cultura deles, você tem que obedecer às regras, que isso é o mais importante para o japoneses, ser respeitoso, respeitar as regras que isso faz muita diferença para eles.”
Júnior: “E também sobre o futebol asiático, a gente sabe que você também jogou na Coreia do Sul, gostaria de saber que você falasse sobre a principal diferencia entre Japão e a Coreia do Sul, se tem tanta diferença entre os campeonatos, fórmula de disputa, ou então até mesmo ambiente de imersão de onde você está, em questão de jogo mesmo se é mais duro, mais complicado, o tipo de marcação, o que você pode falar para nós?”
Anderson: “Meu amigo, tem muita diferença entre Japão e Coreia, muito diferença mesmo... só você tando trocando para você ver a diferenças, né... por exemplo, se um brasileiro sai pra jogar do Brasil para a Coreia direto, talvez se adapte, goste... goste da cultura, goste dos costumes deles. Comigo foi diferente eu saí do Brasil, fui para o Japão, me acostumei com o costume, com a cultura japonesa, com tudo e fui para a Coreia, né... sentir totalmente a diferença, o jeito de pensar do coreano, o jeito de pensar do japonês, é muito diferente, o japonês é muito mais acolhedor, muito mais parceiro, amigo, se preocupa mais com você, com sua família, né... E o coreano não tem já esse apego, esse afeto com a família, né... E Sobre o futebol, também é totalmente diferente, o futebol japonês é muito mais técnico, e muito mais qualidade e o futebol coreano é muito mais força física. Então, né... Não gostei do futebol coreano, não consegui me adaptar bem ao futebol coreano e pretendo nunca mais voltar para lá (risos).”
Junior: “E minha última pergunta é sobre o tipo futebol, alguém te inspirou a jogar futebol, alguém é da sua posição, ou então se não é.. quem acompanhava?”
Anderson: “Pô meu amigo, comecei a jogar muito novo, né... Acho que dez anos, dez a onze anos já estava na escolinha do Sport, né... E quando pequeno, nos treze, quatorze anos, eu era muito fã do Robinho, quando eu era novo, entao cresci vendo um pouco Robinho, Ronaldo Fenômeno, entao é isso aí meu mano, eu que agradeço pela oportunidade de está falando com vocês e participando valeu, muito obrigado, tamo juntos e Deus abençoe”
Agradecimentos:
AV Assessoria
Clínica Pró Vida
WF Personalizados
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